29 setembro 2013

Campos das Vertentes

Posted by Blog Café Contexto On 07:15 3 comments


O que é ser professor na cultura digital?.

 Segundo Marcuschi (p.19, 2002), os gêneros textuais “surgem emparelhados a necessidades e atividades sócioculturais, bem como na relação com inovações tecnológicas”. Esse fato é bastante evidente quando se compara a quantidade de gêneros hoje existentes em relação a sociedades que antecederam à comunicação. A escolha de um determinado gênero é feita de acordo com diversos elementos que participam do contexto, como quem está produzindo o texto, para quem é dirigido o texto, com que finalidade foi escrito, em que momento histórico foi produzido.

A materialidade dos gêneros digitais, portanto, manifesta-se em contextos como os que são criados em sala de aula. Assim, o livro didático deve trazer o registro desse gênero que se concretiza por meio de ferramentas midiáticas. O professor como parte constituinte dessa cultura digital precisa entender como os gêneros midiáticos são úteis na construção de um leitor que está conectado, que transforma o espaço da sua conexão e recria o ambiente virtual. No entanto, toda essa movimentação e acessibilidade são passíveis de relações pedagógicas com a ferramenta presencial. É o que tento apresentar no meu intuito de apontar aos educadores em geral, como os gêneros digitais podem se tornar fortes aliados no desenvolvimento da competência lexical e da formação humana. Tem sido útil e agradável viajar e levar esta ideia àqueles em que nela acreditam. 


“uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica. Se os tipos textuais são apenas meia dúzia, os gêneros são inúmeros”. MARCUSCHI, (2002, P. 22).


Professora Marília Mendes 

Contatos: mariliaculturainglesa@yahoo.com.br


Referências: 


BAZERMAN, Charles (2005). Gêneros textuais, tipificação e interação. Ângela Paiva Dionísio; Judith Chambliss Hoffnagel (orgs.); tradução e adaptação de Judith Chambliss Hoffnagel. São Paulo: Cortez, 2005.

 HALLIDAY, Mª. K & HASSAN, R. Language, context and text: aspectes of language in a social-semiotic perspective. Oxford: Oxford University Press, 1985.

 MARCUSCHI, L. A. (2002). Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: A. P. Dionísio, A. R. Machado & M. A. Bezerra (orgs.) Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro; Lucerna, p. 19-36.
 
 COMO TUDO COMEÇOU


 
Estive em São João Del Rei, no campus Tancredo Neves da Universidade Federal de São João Del Rei, nos dias 26 e 27 de setembro, a convite da Editora Saraiva, ministrando uma palestra e oficina com o tema Leitura e interpretação de diferentes gêneros textuais presentes no cotidiano e sua relação com os descritores e capacidades que fundamentam as avaliações externas. Os professores da rede municipal das cidades que fazem parte do Campos das Vertentes participaram de diferentes minicursos e de palestras, organizados pela Editora Saraiva e pela secretaria de Educação de São João Del Rei.

Os tópicos em destaque, a partir do meu tema desenvolvido, enfatizaram a relação dos descritores com os gêneros textuais, considerando a habilidade de o leitor reconhecer nos textos verbais e não-verbais, a quebra da regularidade em recursos que produzem efeitos de sentido como o humor e a ironia. Também foram tratados assuntos voltados à sociolinguística através das tirinhas do Chico Bento, o intergênero no ensino Fundamental e textos com finalidades de informar, advertir e persuadir o leitor.

Foram escolhidos textos atuais, com circulação nas redes sociais e com temas também mais recentes, presentes na mídia. O chat como gênero emergente também compôs nossa lista de habilidades, na tentativa de identificação dos núcleos temáticos e das unidades semânticas no texto. Surpreendente participação no congresso e um reconhecimento da importância dos itens por meio dos quais as habilidades são avaliadas, tendo em vista, uma sociedade em que cada vez mais, percebemos a mescla de diferentes linguagens na produção textual dos nossos alunos.
Um abraço de agradecimento aos participantes de Resende Costa, Lagoa Dourada e São João Del Rei, meu público específico no dia 27.
                                     Professora Marília Mendes.

3 comentários :

Professora Marília, deixe-nos teu e-mail para contatos. Este tema tem sido muito requisitado por aqui.

Fernando Souza, São João.

Professora, infelizmente, escolas pobres e sem muitos recursos nos lugares mais esquecidos do país não têm como fazer uso dos gêneros digitais, embora possam conhecê-los. Parabéns pela proposta. Você vai e eu te sigo. confio demais na ideia! Grande abraço do seu amigo
Carlos Henrique.

Marília,
você é demais. Parabéns pelo blog, pela dedicação e por ser tão dinâmica. Te admiro demais!
Abraço do amigo Célio Morato.

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