13 outubro 2015

Viva La vida: entre caprichos e relaxos

Posted by Blog Café Contexto On 17:07 No comments

ARQUIVO PESSOAL DE LILA MENDES
"Frida Kahlo – 
conexões entre mulheres 
surrealistas no México". 
"Espero que minha partida seja feliz, 
e espero nunca mais regressar - Frida". 

Ainda bem que o regresso aconteceu em cores, odes e intervenções artísticas no mosaico cativante, que é a cidade de São Paulo. A viagem, que inclui um feriado prolongado, era para ser apenas uma nova missão no Rio, já que, no sábado, fiz o 1º Módulo do curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na UFRJ. Um curso muito rico de informações, ministrado pela professora Ana Paula Figueiredo. Ao terminar o curso, seguimos para São Paulo, desta vez, de carro, somente para a visitação da exposição "Frida Kahlo-conexões entre mulheres surrealistas no México.
ARQUIVO PESSOAL DE LILA MENDES

A viagem ao Instituto Tomie Ohtake valeu todo o percurso de 440 km, distribuídos em uma paisagem que é, para mim, um mosaico cativante. São Paulo guarda seus caprichos seculares em um lado bastante refinado e, no outro, o relaxo poético de uma capital envolvida de mistérios e espelhos refletores de todo tipo de gente.
ARQUIVO PESSOAL DE LILA MENDES-OUT. DE 2015

assim como
eu estou em você
eu estou nele
em nós
e só quando
estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós
(Paulo Leminski)
Gente nova, gente velha, gente careta, ou gente para frente demais. Vá lá que a cidade não dorme, mas o refrão entoado nas esquinas daquela selva de pedra é silenciado em algum momento do dia. É quando as pessoas visitam as exposições ou vão a algum concerto de música clássica, ainda que no parque do Ibirapuera. De tão urbana, a cidade foi tomada pelo concretismo da poesia de Haroldo de Campos, representando o luxo ao lado do lixo. Assim revejo São Paulo, com uma alegria engraçada que sobrepõe ao conteúdo. 
 
ARQUIVO PESSOAL DE LILA MENDES-OUT. DE 2015
O regresso de Frida teria que começar por lá, embora tivesse Minas, toda a forma concreta para acolher esse encontro de mulheres, inspiradas na e com a artista mexicana Frida kahlo. Mesmo sem se considerar surrealista, nos traços populares componentes de sua obra, Frida pintava autorretratos que suscitavam a dor e a superação de que ela tentou ser capaz. Autorretratos como o do vestido de Terciopelo, somando 55 ao todo, justificados na frase “Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.
ARQUIVO PESSOAL DE LILA MENDES

A exposição fica em São Paulo até janeiro de 2016. Depois, segue para Brasília e Rio de Janeiro. Foi um domingo cheio de expressões. A poesia concreta das esquinas de Sampa ganhou força no surrealismo majoritário de Frida e das mulheres conectadas da mostra, interpoladas às cores e às flores. Viva La vida é subtema. Eu ando meio cansada do lado opaco das pessoas. De vez em quando, a poesia concreta e a arte surrealista me erguem esse apelo, assim, de última hora, porque todas as coisas, meticulosamente planejadas, não têm graça.
 Professora Marília Mendes
Referências:
     http://casadasrosas.org.br/centro-de-referencia-haroldo-de-campos/haroldo-de-campos
LEMINSKI, Paulo.Caprichos & Relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1985.


      

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