25 outubro 2011

A prova do Enem foi exagerada?

Posted by Blog Café Contexto On 16:17 No comments

Enquanto estudantes aguardam o gabarito oficial que será divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), muitos especialistas e professores que avaliam a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Este ano, eles foram unânimes em dizer: a prova foi extensa e exagerada.
As questões do Enem deram ênfase à interpretação, mas muitos disseram que houve exagero na contextualização das questões, o que dificultou a resolução de todas as 90 questões no tempo estipulado.
De acordo com o Jornal do Brasil, que entrevistou o professor de Matemática do cursinho da Poli, Eduardo Izidoro Costa, o exame deste ano exigiu menos conhecimento de conteúdos, dando ênfase na explicação dos contextos.
"A necessidade de contextualização fez com que a prova ficasse muito mais ilustrada do que aplicada. (...) Isso deixa a prova muito cansativa e prejudica o candidato, que tem que ler muito, interpretar para chegar até o que realmente importa na questão. Até poderia haver algumas questões assim, mas não todas, é um exagero", disse Costa ao JB.
Já Gregório Krikorian, professor de matemática do cursinho Objetivo, concorda que a extensão dos enunciados faz o tempo ser diminuído para responder todas as questões. Em relação às questões matemáticas, ele disse que, apesar de boa parte não exigir cálculos, os estudantes precisavam saber interpretar gráficos e tabelas.

Também na parte de português, a prova foi apontada como cansativa. O professor Claudio Rosa Lopes, do Cursinho da Poli, afirmou: "A quantidade de questões é muito extensa e elas exigem muita interpretação, o que deixa o exame muito desgastante", destaca.
No sábado, primeiro dia do exame, os candidatos responderam a questões de Ciências Humanas e da Natureza. Já no domingo, as provas são de Matemática e Língua Portuguesa, além da redação.
Ao todo, cerca de 5,3 milhões de inscritos fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último fim-de-semana. A abstenção média foi de 26,4%, o que corresponde a 1,4 milhão de estudantes que deixaram de fazer a prova.


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