05 fevereiro 2011



Impressiona-me muito a velocidade com que caminha a tecnologia. O mundo devora em frações de segundo programas de computador, softwares, plugins, sites, templates , gadgets e em redes sociais, novas relações são refeitas a todo momento. Contudo, dispensar horas diante da tela, por mais massante que seja, chegando ao desconforto da mesma posição de assento,o internauta navega intocável na rede e, religiosamente,  cria sua performance virtual.

Ainda ontem , uma boa reflexão em que surge a questão: em se tratando de redes sociais, algumas ferramentas tornam-se desinteressantes para gerações cada vez mais imediatistas, com caracteres cada vez mais descartáveis e ,é por isso, que outras passam a tomar conta do momento. Hoje, o orkut deixou de ser o "lugar comum" dos recados despretensiosos e álbum de fotografias virtualmente chamativo.

O Facebook entrou com tudo ! Dispõe dos mesmos recursos e ainda permite que seu discurso, quase sempre pouco elaborado e pouco produtivo,apareça, simultaneamente, em outros perfis."Todos ficam conectados ao que pensa o outro amigo e se bobear, aquele que nem está na minha rede, também pode compartilhar minhas frases."É o que diz a adolescente Aline com 16 anos.

Ao que vejo, a forma idolatrada como são aceitas essas novas formas de compartilhamento virtual, fazem dos adolescentes e dos adultos também, uma delicada troca de exposição. No entanto, insisto no cuidado precioso que se deve ter com o que se escreve e o que se compartilha. Você pode até apagar seu recado instantâneo no próprio perfil , mas ele continua vivo em outras páginas, uma vez compartilhado."Caiu na rede" é peixe e o pior, às vezes, é comida de tubarão mesmo.Se alguém estiver disposto a te complicar...

Por mais interessantes que pareçam, meu discurso está baseado no folclore de velhas gerações: Todo cuidado é pouco. Diversão fácil e reproduzida em rede pode divulgar,compartilhar e até vender, como é o caso dos anúncios que circulam simultaneamente, mas à vida de cada um, deve ser dado o direito de privacidade, da não exposição e da ponderação.

Daqui a pouco, surgirá um novo "brinquedo" na net, mas a pessoa que você é, aquilo que você tem ,seus valores e seus melhores atributos, devem continuar os mesmos. Ainda folclórica e indignada com tanta revolução: Bom senso e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Para bom entendedor, sinal de alerta!
Pensem nisso!
                                 Grande beijo!